Coaching para líderes empreendedores

August 18, 2015

 

 

 

O objetivo deste artigo é contribuir para o entendimento da dinâmica do que é empreender e para a formação de líderes empreendedores. Mais especificamente, é descobrir de que maneira as ferramentas de coaching podem ajudar no desenvolvimento das características comportamentais do líder empreendedor.

Segundo Dolabela (1999), EMPREENDEDORISMO é “um neologismo derivado da livre tradução da palavra ‘entrepreneurship’ e utilizado para designar os estudos relativos ao empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de atividades, seu universo de atuação”.

 

Segundo Schumpeter (1934), empreendedor é “aquele capaz de visualizar uma realização futura e através do seu trabalho e recursos, combinados ao trabalho e recursos de terceiros, torná-la realidade”.

 

Entende-se, portanto, que empreendedor é aquele que assume riscos buscando oportunidades.

 

Em 1982, a organização das Nações Unidas (ONU) encomendou uma pesquisa com três focos distintos:

 

  • Identificar o que seria um empreendedor,

  • Desenvolver uma forma de identificar empreendedores,

  • Desenvolver um treinamento que estimulasse as competências empreendedoras dos indivíduos.

  • Ademais, o empreendedor é um ser solitário, que muitas vezes precisa dividir suas ideias, seus objetivos, seus anseios e suas inseguranças, e não tem com quem fazê-lo. O processo de coaching dará a ele essa oportunidade que gerará clareza de seu ponto de partida, sua viagem e seu destino. Em suma, acompanhará o papel do empreendedor na busca de ações necessárias a prosperidade de um negócio.

    A pesquisa resultou, dentre outras coisas, em características próprias de pessoas que tem um grau de realização superior às demais, com motivações e atitudes diferenciadas em relação aos desafios que surgem diante de si. Daí resultaram 10 Características do Comportamento Empreendedor (CCE), que são tomadas como práticas básicas para o sucesso empreendedor, quais são elas:

     

    1 – Busca de oportunidades e Iniciativa

    Ter a capacidade de criar e enxergar novas oportunidades de negócios, desenvolver novos produtos e serviços, propor e implementar soluções inovadoras.

    2 – Persistência

    Enfrentar os obstáculos decididamente, buscando sempre o sucesso, mantendo ou mudando as estratégias, de acordo com as situações.

    3 – Correr riscos calculados

    Analisar as alternativas, dispor-se a assumir desafios ou riscos moderados e responder pessoalmente por eles.

    4 – Exigência de Qualidade e Eficiência

    Decidir que fará sempre mais e melhor, buscando satisfazer ou superar o que os clientes desejam.

    5 – Comprometimento

    Fazer sacrifícios pessoais; se esforçar para completar uma tarefa; colaborar com os liderados e até mesmo assumir o lugar deles para terminar um trabalho; fazer força para manter os clientes satisfeitos.

    6 – Busca de Informação

    Interessar-se, pessoalmente, por obter informações sobre clientes, fornecedores, ou concorrentes; investigar, pessoalmente, como fabricar um produto ou prestar um serviço; consultar especialistas para obter assessoria técnica e comercial.

    7 – Estabelecimento de Metas

    Assumir metas e objetivos que representem desafios e tenham significado pessoal; definir com clareza e objetividade, o que se quer atingir e em que prazo.

    8 – Planejamento e Monitoramento sistemáticos

    Planejar, dividindo tarefas de grande porte em tarefas menores, com prazos definidos; revisar constantemente seus planos, considerando os resultados obtidos e as mudanças circunstanciais; manter registros e utilizá-los para tomar decisões.

    9 – Persuasão e Rede de contatos

    Utilizar-se de estratégias para influenciar ou convencer os outros, a fim de conseguir melhorias no seu negócio; manter boas relações comerciais com clientes e fornecedores.

    10 – Independência e autoconfiança.

    Buscar manter seus pontos de vista, mesmo diante de um insucesso temporário. Ter confiança na sua própria capacidade de complementar alguma tarefa difícil ou de enfrentar desafios.

     

    Em face de todas essas características que sustentam o processo de empreender e partindo da premissa de que nem todos as tem de maneira inata e mesmo aqueles que têm algumas, não tem todas, o que poderia auxiliar no desenvolvimento delas?

     

    A proposta é a metodologia denominada: coaching.

     

    Coaching é um processo que reúne ferramentas, técnicas e metodologias que proporcionam a potencialização de recursos e a aceleração de resultados. É uma abordagem de desenvolvimento humano e profissional que tem como objetivo apoiar profissionais de qualquer área de atuação, inclusive empreendedores, a maximizar seus resultados com base na otimização de seus próprios recursos técnicos e emocionais, em suma, potencializar as características comportamentais do empreendedor (cces).

     

    No processo de coaching, um profissional (coach) através de perguntas previamente preparadas, observando o modelo socrático, maiêutica, ajuda o cliente/empreendedor (coachee), a definir quais são seus objetivos ou objetivo principal, o que é chamado de estado desejado ou ponto B. Este é o inicio do processo e que remete à 7ª cce.

     

    Entretanto, para chegar a algum lugar, é necessário saber onde se está, o ponto de partida, o ponto A, que no coaching é chamado de Estado Atual. Neste quesito, o coach apoia o coachee em seu autoconhecimento por meio de um ângulo novo de visão, identificando quais são seus pontos fortes e pontos de melhoria, que oportunidades estão à sua disposição atreladas às suas fortalezas e que ameaças podem estar à espreita pelas deficiências.

     

    Outrossim, entre o ponto A e o ponto B temos um caminho, uma estrada, uma travessia, que constitui o plano de ações. Este plano de ações passa por todas as outras cces.

     

    O processo de coaching proporciona a análise das opções, identificação e uso de competências, bem como o seu aprimoramento e também o de adquirir novas competências, além de reconhecer e superar as crenças limitantes, os pontos de maior fragilidade.

    De maneira análoga, o coaching tem sua raiz etimológica no cocheiro, um profissional que conduz um cliente de um ponto a outro, não obstante, a escolha do destino seja do cliente.

     

    Neste processo o coach não ensina, mas ajuda o coachee a aprender. Parte-se da premissa que o empreendedor já tem dentro de si as respostas e os recursos. O papel do coach é ajudá-lo a acessar esses recursos.

     

    Interessante é que a experiência tem mostrado que as pessoas se motivam e estão mais comprometidas com o que elas dizem a si mesmas que precisam fazer, do que com o que os outros dizem que elas precisam fazer. No caso de quem tem perfil empreendedor isso é ainda mais latente. Este é um dos motivos pelo o qual o coaching funcionará bem para esse público.

     

     

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